
Tenho sido muito abençoado com a leitura de um livro: Celebração da Disciplina: O Caminho do Crescimento Espiritual, de Richard Foster (Editora Vida). Um dos capítulos desse livro é acerca do jejum. Inspirei-me nesse capítulo para escrever este texto.
Tenho notado que a maior parte dos cristãos abandonou a prática regular do jejum, que era tão comum até poucos séculos atrás. E, quando vejo alguém jejuando, normalmente é para alcançar alguma bênção. Isso me faz questionar se o propósito do jejum é correto.
Precisamos reintroduzir a disciplina do jejum em nossa vida, a exemplo do que faziam os homens de Deus do passado. Na Bíblia, vemos Moisés, Davi, Elias, Ester, Daniel, Paulo e, claro, o próprio Jesus jejuando. Na história da Igreja, muitos são os irmãos notáveis que dão testemunho de uma vida de jejum: os padres do deserto, Lutero, Calvino, John Knox, John Wesley, Jonathan Edwards, Charles Finney, Watchman Nee, Kenneth Hagin etc.
Quando lemos sobre as tremendas experiências vivenciadas por servos de Deus do passado, ficamos imaginando se podemos ou não viver algo semelhante. Na busca por "resultados apostólicos" em suas vidas e ministérios, muitos se empenham em tentar descobrir os "métodos apostólicos" para tentar imitá-los. Mas se esquecem de imitar a "espiritualidade apostólica". A prática regular do jejum faz parte dessa espiritualidade a ser imitada.
Na Bíblia, a maneira normal de jejuar é abster-se de todo tipo de comida, sólida ou líquida, mas não de água. Quando Jesus jejuou 40 dias no deserto (Lucas 4), somos informados de que ele "nada comeu" e que, perto do final, "teve fome". Satanás tentou-o a comer. Isso tudo indica que a abstinência era de comida, mas não de água.
Mas, há exceções. A rainha Ester conclamou o povo a não comer nem beber nada por 3 dias (Ester 4:16). Paulo, ao se encontrar com Jesus ressurreto, ficou 3 dias sem nada comer e nem beber (Atos 9:9). O corpo humano não resiste muito mais do que 3 dias sem água. Por isso, entendemos que o jejum absoluto de Moisés e de Elias, de 40 dias, é sobrenatural (Deuteronômio 9:9 e 1 Reis 19:8).
Normalmente, o jejum é questão particular entre o indivíduo e Deus. Mas há exemplos, nas Escrituras, de jejuns comunitários ou públicos, que constituíram experiências maravilhosas e poderosas. Ainda hoje, grandes maravilhas podem acontecer quando o povo de Deus jejua em grupo, desde que todos estejam preparados e tenham o mesmo pensamento nessa questão.
Não é um mandamento. Muitos já tentaram expremer as Escrituras para tentar provar a obrigatoriedade do jejum, mas não conseguiram. Entretanto, há duas passagens bíblicas acerca da questão nas quais devemos meditar. São elas:
E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. (Mateus 6:16)
Jesus respondeu: "Como podem os convidados do noivo ficar de luto enquanto o noivo está com eles? Virão dias quando o noivo lhes será tirado; então jejuarão. (Mateus 9:15)
As palavras de Jesus "quando jejuardes" nos mostram que Jesus pressupunha que seus discípulos jejuavam e, por isso, os ensinava como jejuar corretamente. Ele estava instruindo o povo sobre como levar a efeito uma prática que era comum em seus dias.
Por outro lado, o segundo verso nos mostra claramente que o jejum é para nossos dias. Jesus esperava que seus discípulos jejuassem depois de sua partida. Jesus não apenas praticava o jejum, mas também previa que seus discípulos o praticariam. Que tal atendermos às expectativas do Mestre?
É forte a tentação de utilizarmos algo como o jejum para conseguir que Deus faça aquilo que desejamos! Às vezes, a ênfase nas bênçãos e nos benefícios do jejum é tanta que ficamos tentados a acreditar que basta um jejum ligeiro para termos o mundo -- e o próprio Deus -- "comendo em nossa mão".
É preciso que o centro do jejum sempre seja Deus. Precisamos ser como a profetisa Ana, que "adorava a Deus jejuando" (Lucas 2:37). Todos os outros propósitos precisam estar submetidos a Deus. A exemplo do que lemos sobre a igreja em Antioquia, "adorar o Senhor" e "jejuar" devem aparecer na mesma frase (Atos 13:2).
Assim que o propósito principal do jejum estiver bem estabelecido no coração, ficamos livres para compreender que também há propósitos secundários no jejum.
Richard Foster fornece alguns conselhos preciosos aos que desejam iniciar a prática do jejum.
Comece com um jejum parcial de 24 horas. É bom usar o intervalo entre 2 almoços. Durante o jejum, beba sucos de frutas. Faça isso uma vez por semana durante algumas semanas. Externamente, você continuará cumprindo as obrigações comuns de cada dia. Mas, internamente, estará orando e louvando, cantando e adorando. Execute cada tarefa como se fosse um ministério para o Senhor. Interrompa o jejum com uma refeição leve, à base de frutas frescas, vegetais e uma boa dose de exultação pessoal.
Quem bebe muito chá ou café provavelmente sentirá dores de cabeça ao jejuar. Mas são sintomas moderados de privação que irão passar, embora se mostrem desagradáveis durante certo tempo. Então, se você deseja iniciar uma vida de jejum regular, é bom reduzir o cafezinho.
Depois de algumas semanas, você estará preparado para um jejum normal de 24 horas. Beba apenas água, mas em quantidades salutares. Se o gosto da água o incomodar, adicione uma colher de chá de limão. Você talvez sinta pontadas de fome ou desconforto durante o período, mas isso não é fome de verdade. Durante anos seu estômago foi condicionado a emitir sinais de fome em momentos determinados. Ele é como uma criança mimada, e uma criança mimada não precisa de pronto atendimento, mas de disciplina. Você precisa ser o mestre de seu estômago; não escravo dele.
Como disse Jesus, jamais chame atenção para o fato de estar jejuando. Só as pessoas imprescindíveis devem saber do jejum.
Depois de haver completado vários jejuns com algum sucesso espiritual, passe para o jejum de 36 horas. Quando chegar a esse ponto, é o momento de buscar ao Senhor para saber se ele deseja que você prossiga com jejuns mais longos.
Foster dá inúmeros outros conselhos para os que desejam praticar jejuns maiores, de 3, 5 e até mesmo 21 dias ou mais. Se você alcançar esse nível, sugiro que compre o livro dele.
Evidentemente, nem todos podem jejuar, por motivos físicos: diabéticos, gestantes, pacientes cardíacos e outros. Se você tem dúvidas quanto às suas condições físicas para o jejum, procure orientação médica.

O Pai Nosso é, certamente, a oração mais conhecida da cristandade. Tão recitada por todos os cristãos, a oração ensinada pelo Mestre é uma fonte inesgotável de ensinamentos úteis à vida cristã.
Em geral, qualquer criança cristã definiria oração simplesmente como "falar com Deus". Mas eu creio que o Pai Nosso é bem mais do que isso. Por meio dessa oração, Jesus nos ensina, entre outras coisas:
Vamos meditar um pouco sobre algo do que o Pai Nosso nos transmite.

Nasci e fui criado num lar evangélico. Aos 8 anos de idade, manifestei publicamente minha fé. Aos 10, fui batizado. Embora esteja há tantos anos no meio evangélico, sempre tive dificuldade em responder a esta pergunta. Por mais estranho que possa parecer, a verdade é que o Natal não significava muito para mim até 2 ou 3 anos atrás.

Um dos grandes males contra os quais precisamos lutar em nossas igrejas é o [b]individualismo[/b]. Durante séculos, os cristãos se acostumaram à ideia de que o bom cristão é aquele guerreiro solitário, capaz de vencer a si próprio, ao pecado e à Satanás, e isso tudo com a ajuda apenas de Deus. Então, um dia ele chegará ao céu e encontrará o Senhor Jesus, que lhe dirá: “Você é o Cara!”. Quando um discípulo pede socorro a outros, é mal visto. É tido como um derrotado, alguém que “pediu arrego” porque não aguentou a batalha.
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